Há uns anos atrás, todas as minhas amigas me diziam que gostava de ti (vá, na altura, para nós gostar era ter um fraquinho por alguém e fazer disso uma obsessão diária - durante uma semana ou duas). Eu negava-o. Dizia que era impossível pois mal te falava, mal te conhecia. Que não tínhamos nada a ver... Mas, de facto, para mim eras diferente.
Marcastes-me logo na primeira vez que te falei. Pode parecer-te estranho, mas contigo senti que podia ser eu mesma. Que não precisava de fingir ser a Ana popular, a Ana que guinchava, a Ana que estava sempre "feliz" e só queria saber de se vestir bem e de ser aceite pelos outros. Sentia-me à vontade contigo, coisa que nem soube entender na altura.
A tua maneira de viveres no teu mundo, de seres tu sem querer saber dos outros, de seres tão complicado em torno de ti mesmo, fascinou-me. Eras tu simplesmente. Eras tudo o que eu queria poder ser por mim. Ser a Ana que realmente sou e não uma Rita, uma Carla, uma Maria...
Durante aquele ano (11º) que estivemos sem falar (até eu te ter invadido uma coisa chamada hi5), sentia a tua falta e não sabia porquê. Por vezes lembrava-me de andar às tuas cavalitas, de te fazer desenhos, de falar contigo sobre coisas parvas. Tinhas um impacto qualquer em mim, quando nem sabia um terço da pessoa que és. E isto enervava-me solenemente! Porque raio me importava eu com uma pessoa que nem sequer me falava? Uma pessoa que se estava a (e desculpem a linguagem) cagar por completo?
Depois de começarmos a ser amigos, ainda nos primórdios disto que temos agora, fiquei sem qualquer duvida sobre o porquê de querer saber de ti. Enquanto no décimo ano te achava só um parvito bonito e estranho que por alguma razão me chamava a atenção, no décimo segundo já eras uma das pessoas que mais admirava. A tua inteligência, as tuas ideias, a tua criatividade, a tua maneira de ser e estar, o conforto que me davas mesmo sem o saberes, tornaram-se parte do meu mundo! E esta ligação e seres a pessoa com quem mais falava, fez-me ser quem sou. Contigo podia ser eu e descobri um lado de mim que, por muito que não acredites, é das coisas que mais me faz sentir feliz.
Aos poucos ganhei a necessidade de ti. A necessidade de te ouvir, a necessidade de me sentir confortável e feliz como só tu me deixas ficar, de me abrir para ti, de conhecer mais e mais da pessoa maravilhosa que és. Nesta altura, apaixonei-me pela tua presença na minha vida.
Durante estes 3 anos cativaste-me ao ponto de só a tua só a tua voz me confortar nos piores momentos, de ficar imensamente contente quando me vens trazer um bocado de bolo a casa, de querer partilhar contigo todos momentos, de me sentir feliz só porque existes.
E agora não consigo imaginar-me sem a nossa amizade. E não quero que isto te assuste, não... só quero que tu saibas que por muito que elogie outra pessoa, por muito que escreva frases no facebook para alguém, tu estarás sempre em primeiro lugar. Tu és a pessoa de quem mais gosto. E não, não o estou só a falar daquilo que podia sentir por outra pessoa qualquer, estou a falar de cada detalhe de ti. Cada detalhe que depois de 3 anos ainda me fascina. Tu és único. Tu és o meu melhor amigo e o rapaz mais maravilhoso que conheço.
E, por tudo isto, obrigada.
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