NÃO LEIAS SE ESTIVERES NO MEU BLOG (TU, PESSOA SOBRE A QUAL ESCREVO).
Podia dizer que o amo, podia. Podia dizer que o quero por perto, que gostava que me abraçasse, que era feliz se dormisse junto a ele. Tudo isto seria verdade.
Contudo, tenho consciência da impossibilidade de tal acontecer. Sei que não tem a necessidade de me manter por perto, sei que consegue ficar oito meses sem me falar enquanto eu vacilaria no primeiro dia, sei que não me vê ou sente ou precisa ou quer ou olha ou cheira ou ouve ou toca ou vive da mesma maneira... nem o fará.
Porque é-me fácil fechar os olhos e estar de novo deitada na relva a seu lado e ver a noite virar dia; estar de novamente a ouvi-lo, a vê-lo sorrir, a sentir o seu cheiro; estar de novo deitada com a cabeça em cima da barriga dele e sentir os dedos quentes a passearem-se pelo meu braço ou a baterem de forma ritmada no meu nariz, ao som da música; estar de novo sentada à sua frente dando-lhe a mão enquanto me tenta convencer de algo; sentir outra vez aquela felicidade imensa que me preenche só por estar enamorada...
E é por isso que tenho de deixar de o querer. Porque o quero demasiado e ele quer-me a menos... muito a menos...

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